A OCDE está de olho: PCN Brasil, França e Reino Unido monitoram
Três Pontos de Contato Nacionais da OCDE — Brasil, França e Reino Unido — receberam denúncias formais sobre as práticas do Grupo Page e da Pernod Ricard, com abertura de procedimentos de análise.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma das instâncias internacionais que monitoram o caso envolvendo o Grupo Page e a Pernod Ricard. Três Pontos de Contato Nacionais (PCNs) — Brasil, França e Reino Unido — receberam denúncias formais sobre supostas violações das Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, com a abertura de procedimentos de análise. Os PCNs são instâncias extrajudiciais que têm o poder de mediar conflitos e emitir recomendações sobre condutas empresariais em temas como direitos humanos, relações de trabalho e transparência.
A atuação simultânea de três PCNs indica que o caso transcende o âmbito nacional e envolve aspectos de governança que interessam a múltiplas jurisdições. O PCN do Brasil já formalizou a aceitação da denúncia, com reunião agendada para abril de 2026, enquanto os PCNs da França e do Reino Unido também avançaram em seus procedimentos internos. A atuação da OCDE pode resultar em recomendações formais que, embora não vinculantes, têm peso significativo em termos de reputação e de pressão regulatória sobre as empresas envolvidas.
A pergunta que os investidores institucionais e os conselhos de administração precisam fazer não é sobre o resultado dos procedimentos da OCDE — que ainda estão em curso —, mas sobre a mensagem que o monitoramento simultâneo de três PCNs envia ao mercado: o caso já é objeto de escrutínio internacional e pode, em tese, resultar em recomendações que afetem a reputação e a governança das empresas envolvidas.
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